Excesso de cuidado faz mal: sete exageros da rotina de beleza que podem ter o efeito reverso


O perigo do cuidado excessivo com pele e cabelo (Foto: Show Us/Getty)

 

Vimos o skincare bombar, a rotina coreana subir brutalmente nas buscas e as brasileiras investirem em novos produtos para a pele. Junto a isso, vimos também que o excesso ou uso equivocado de produtos pode acarretar uma série de prejuízos para a cútis, como excesso de oleosidade, cravos, espinhas, ressecamento, descamação e vermelhidão. Para pensar numa rotina que faça sentido para você, eis aqui sete exageros que podem trazer problemas para pele e cabelo.

Muita máscara capilar

Os cremes são essenciais para manter o cabelo saudável – cronograma capilar que o diga! Porém, conforme explica o dermatologista Jardis Volpe, “o uso frequente e em excesso de máscaras capilares pode tornar o seu cabelo pesado e sem brilho. O produto pode acabar se acumulando nos fios, tornando-os rígidos, opacos e quebradiços.” Além disso, as máscaras capilares devem ser aplicadas apenas da metade dos fios até as pontas.

Lavar em excesso (overwashing)

Você acha que lavar seu rosto muitas vezes vai acabar com a oleosidade da sua pele? Errado! A dermatologista Kédima Nassif conta que “lavar mais do que duas por dia pode alterar a barreira de proteção da pele e gerar tanto ressecamento como aumento da produção de oleosidade.” Uma pele suscetível ao ressecamento gera aumento na produção de oleosidade, como uma reação do organismo para compensa, completa a médica.

Esfoliar demais

Assim como o overwashing, a esfoliação excessiva para pele oleosa tem efeito rebote: ressecamento. “Em peles secas, o tecido pode ficar avermelhado ou sensível, pois ocorre a retirada do manto lipídico natural de proteção e defesa do tecido, que mantém a microbiota natural”, afirma a dermatologista Claudia Marçal. A médica explica ainda que os esfoliantes faciais devem ser aplicados com massagens suaves na pele preferencialmente à noite, após a limpeza; e, de modo geral, não devem conter substâncias abrasivas em excesso, que arranhem a pele e que estejam em alta concentração, para não provocar microfissuras, ou feridas que desequilibrem a integridade da barreira cutânea e facilitem a proliferação de micro-organismos que causam a perda da homeostase, levando a processos de dermatites e eczemas.

Usar muitos produtos em sequência

Usar um creme em cima do outro não vai fazer milagres na sua pele. “Com relação aos cremes de tratamento, o anti-idade, o hidratante e o fotoprotetor estão entre os produtos realmente necessários para sua pele facial. Rotinas de beleza que incluem muitos produtos podem causar grandes problemas, como a dificuldade de penetração de um ingrediente e o fechamento dos poros”, explica Jardis. Além disso, ao usar muitos produtos de maneira aleatória, há uma grande chance de cair em um erro de incompatibilidade química, o que anula o efeito do cosmético. “Por exemplo, existe uma preocupação de misturar o peróxido de benzoíla (medicamento antiacne) com o retinol, porque o peróxido de benzoíla é um potente oxidante e o ácido retinoico sofre ação de oxidação, tornando-se inativo”, afirma o farmacêutico Lucas Portilho, pesquisador em Cosmetologia e diretor da Consulfarma. “Quando você faz um tratamento orientado por dermatologista, a ação anti-idade pode ser adicionada ao hidratante no mesmo produto, e o médico ficará atento aos ativos”, afirma ele.

Não consultar um profissional antes de escolher um produto

Se você é do tipo que adora brinde, amostra grátis e presente, e logo incorpora um novo cosmético à rotina mesmo sem entender suas propriedades, esse pode ser um erro. “Incluir na rotina um produto que serviu na pele da amiga sem consultar o seu dermatologista é um exagero que pode alterar o equilíbrio do Ph e da microbiota da pele”, afirma Jardis.

Nutrientes demais (sem necessidade)

É claro que os nutrientes exercem papel fundamental na saúde e beleza da pele. Porém, a ingestão em demasia e desnecessária pode acarretar efeitos indesejados. “Excesso de vitamina A pode causar perda de cabelo e dos cílios, além de ressecar a pele”, diz a dermatologista Claudia Marçal. Alimentos ricos em fibras são essenciais para a boa saúde da pele, mas consumidos em excesso podem levar à prisão de ventre e desidratação. Como contamos aqui, as proteínas do leite têm como contrapartida o incentivo à produção de oleosidade.

Lixar os pés

Evite o uso de lixa ao esfoliar os pés. “Quanto mais agressivo for o quadro de esfoliação, maior será o efeito rebote produzido pela pele. Num primeiro momento, perde-se a capacidade natural de autoproteção, tirando não só o estrato córneo excessivo, como o natural que protege os pés, permitindo a entrada de fungos e bactérias”, afirma Claudia Marçal. Deve-se usar esfoliantes à base de cremes ou esfoliantes com microesfera em óleos. “Pode-se usar sal grosso, numa emulsão com óleos naturais, ou mistura de açúcar com mel para fazer a esfoliação, que deve ser realizada em movimentos circulares e na região do dorso e planta dos pés e logo depois um bom creme hidratante à base de lanolina, vaselina, nutriomega 3, 6, 7 e 9, manteiga de karité, Vitamina E, Pro Vitamina B5 e ureia”, finaliza a especialista.

Aposta de cor: verde menta será a tonalidade de 2020


Verde menta: cor da estação (Foto: Getty)

 

Faz algum tempo que o universo das tendências comportamentais, seja na moda, seja na decoração, se volta aos tons suaves. Em 2019, vimos desabrochar o coral previsto pela Pantene como cor do ano; antes, o rosa millenial e o lilás haviam sido indicados como tons preponderantes. Para 2020, o bureau de tendências WGSN apontou o neo mint, ou verde menta, como aposta certeira.

Para além da continuidade no gradiente pastel, o verde menta é representativo de diversos movimentos contemporâneos. Ao mesmo tempo em que se evoca elementos da ciência e tecnologia, mantém sua conexão com a natureza, diálogo essencial se pensarmos na forma em que processamos, consumimos e descartamos aquilo que produzimos. O verde menta também consegue ser representativa da dualidade feminino/masculino de forma neutra e sem estereótipos.

E, claro: a tonalidade verde menta tem também um apelo estético determinante. Fica lindo com branco, com azul marinho, com prateado, com jeans e com seja lá o que for que sua imaginação mandar. Combinações com cartelas pastel também são boas ideias. A seguir, sete ideias de looks com verde menta para aderir já:

Verde menta com branco – e com a sandália da estação (Foto: Getty)

 

 

Verde menta em mix com rosa queimado (Foto: Getty)

 

 

Terninho com bermuda verde menta (Foto: Getty)

 

 

Verde menta em look monocromático (Foto: Getty)

 

 

Verde menta em combinação com xadrez e gola alta (Foto: Getty)

 

 

Verde menta com trench coat caramelo (Foto: Getty)

 

 

Ton sur ton de verde menta (Foto: Getty)

 

 

Abandonados pelos pais, eles fizeram da dor motivação para transgredir a própria sina


Era dia dos pais de 2004 em uma escola particular na zona oeste de São Paulo. O diretor de audiovisual Alexandre Mortagua, de agora 24 anos, tinha apenas 9 e se preparava para uma apresentação em homenagem à data. Ele e os alunos da 3ª série  cantariam “Por você”, de Frejat, apontando para os respectivos pais quando chegasse o refrão. Naquele momento, Alexandre esticou os braços em direção à mãe, a então modelo Christina Mortagua. “Lembro de cantar apontando para ela em meio a mil pais. Não sei se era a única criança a fazer isso, mas o sentimento era de que sim”, diz ele, que na época já não convivia com o pai há pelo menos quatro anos.

Hoje, Alexandre consegue refletir com clareza sobre os impactos do abandono paterno em sua saúde emocional. “Não posso negar que aos 6, 7 anos, e até ontem talvez, me senti menos amado e até um peso para as pessoas. Ser rejeitado por meu pai mexeu com a minha autoestima em diferentes fases e episódios da vida.”

Alexandre transformou a dor em luta no documentário todos nós 5 milhões (Foto: Lorena Dini e Julia Lego)

 

O diretor até tem o nome do pai nos documentos, mas precisou da Justiça para conseguir isso. Em 1997, quando ele tinha 2 anos, a mãe entrou com um pedido do reconhecimento da paternidade do filho. O embate, que durou ao menos um ano e envolveu um teste de DNA e cobertura da imprensa, deu a ela e ao menino a vitória. A partir dali, Edmundo, “o Animal”, na época um dos maiores atacantes do futebol nacional, passou a ser oficialmente pai de Alexandre. Antes disso, o jogador negava o filho e evitou qualquer contato com ele.

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Depois disso, houve tentativas de aproximação que não deram em nada. Alexandre e Edmundo nunca tiveram de fato uma relação de filho e pai. “Desse tempo, entre meus 2 e 5 anos, tenho raras lembranças dos contatos com ele. Eu era muito pequeno e foram mesmo poucas as vezes que nos vimos. Não demorava e ele logo se afastava de novo e de novo”, conta Alexandre, que na adolescência entrou em outro embate judicial com Edmundo, dessa vez para continuar recebendo a pensão que o pai lhe devia, garantida nos tribunais até seus 23 anos.

Pois foi na tentativa de transgredir a própria história que ele decidiu filmar Todos Nós 5 Milhões, um híbrido de documentário e ficção que joga luz sobre os efeitos causados pela ausência de um pai. “Gosto de pensar que tratei a minha dor com minhas próprias ferramentas.” No primeiro longa-metragem que Alexandre produziu, há depoimentos de crianças abandonadas, mães solo e pais omissos, mas também “uma investigação muito egoica sobre mim mesmo”, explica. Sobre o processo de reinventar a falta, ele acredita: “Não existe vácuo no universo. Você tem um buraco e ele vai ser preenchido por alguma coisa. O filme fala sobre o que preenche esse buraco. Fiz 28 entrevistas com filhos, mães, pais e todos que ficam em volta disso. Tudo para investigar os núcleos familiares que se formam a partir da negligência paterna”. O filme será publicado na íntegra no canal O Baile, no YouTube, no próximo dia dos pais.

 
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Dados do Conselho Nacional de Justiça com base no Censo Escolar de 2011 mostram que há 5,5 milhões de crianças matriculadas no sistema educacional brasileiro, público ou privado, sem o nome do pai na certidão de nascimento. É quase 11% do total de matriculados naquele ano. Um outro dado vai ao encontro desse: entre 2005 e 2015, o Brasil ganhou 1,1 milhão de famílias chefiadas por mães solo. Segundo a doutora em sociologia e pesquisadora da Universidade de Brasília Ana Liési Thurler, o abandono paterno é uma característica de nossa sociedade. “Se considerarmos a formação da sociedade brasileira, com colonialismo e escravatura, dominação, opressão e estupros, creio que sim, o abandono paterno é também uma marca nossa. Veja só: na Copa de Mundo de 2018, seis entre os 11 jogadores titulares eram filhos de mãe solo”, afirma a pesquisadora, que também é autora do livro Em Nome da Mãe: o Não-Reconhecimento Paterno no Brasil (ed. Mulheres, 366 págs.), publicado em 2009.

Dedicada ao estudo do tema desde então, ela assegura que nunca foram publicados dados sobre essa questão no Brasil. “Mesmo o IBGE não inclui essas informações entre a riqueza de dados que vem produzindo. Apesar de sermos uma sociedade patriarcal – ou por isso mesmo –, fica uma pergunta: quem é o pai brasileiro? Sabemos tudo sobre a mãe brasileira e nada sobre o pai.”

 
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Ela ainda chama a atenção para outra faceta do abandono paterno: a maternidade compulsória. “Em ­­nosso país, é crescente o número de lares sob responsabilidade das mulheres, com crianças e ado­lescentes sob os cuidados delas. A exclusividade é agravada pelas desigualdades salariais, desfavoráveis às mães, e pela carência de equipamentos coletivos, como creches. Isso tem muito a ver com nossa cultura, que modelou o padrão de masculinidade que se tornou hegemônico – tóxica, violenta, descomprometida com cuidados –, ao lado da modelagem de uma mulher cuidadora – das crianças e de todos: doentes, velhos, portadores de deficiência, encarcerados. Os homens sabem que podem sair de cena, pois as mães se desdobram e, de algum modo, darão conta.”

SUMIU SEM EXPLICAÇÕES

O projetista industrial Paulo Miranda, 37, buscou seu pai incansavelmente dos 11 aos 18 anos. Perguntou para familiares e desconhecidos, bateu de porta em porta, visitou lugares onde ele fora visto, até que o reencontrou, já vivendo em uma cidade vizinha. É que Paulo conviveu com o pai até os 11 anos e desenvolveu uma relação de afeto e vínculo, até o dia em que ele “sumiu sem explicações”, o que fez com que o projetista deletasse a maior parte das memórias que construiu com ele até então. Na época, os dois viviam na mesma casa em João Monlevade, interior de Minas Gerais, e formavam uma família junto com a mãe e a irmã mais nova do menino. Até onde o projetista se lembra, a relação entre os dois era amorosa e tinha “todos as características de uma relação entre um pai e um filho”.

Paulo fala para outros homens em um projeto sobre masculinidades tóxicas (Foto: Lorena Dini e Julia Lego)

 

Com o abandono, Paulo também teve uma mudança brusca de personalidade. “Minha mãe conta que, do dia para noite, deixei de ser um garoto espontâneo e divertido para me tornar alguém introspectivo e medroso”, diz. E, apesar do reencontro aos 18 – que se deu por pura insistência da parte de Paulo e nenhum interesse da parte do pai, que se mostrou frio e distante –, ele não conseguiu recuperar o vínculo. “Ele é o cara que sei onde mora e mais nada. Paramos de nos falar e ele constituiu uma nova família.”

Quando adulto, o fantasma da falta paterna voltou a assombrá-lo. “Casei, tive dois filhos, que têm 11 e 6 anos, e meu maior medo era me afastar deles por qualquer motivo que fosse. Acabei me separando da minha esposa e entrei em crise por causa das crianças. Receava repetir a atitude de meu pai.” Nesse momento, Paulo sentiu a necessidade de discutir suas dores. Especialmente para conseguir lidar com o divórcio e a aflição em relação a separação física que precisaria encarar com as crianças. Por acaso, ele começou a ler um site, Papo de Homem, no qual encontrou textos que tratavam das questões pelas quais estava passando. “Pela primeira vez ouvia falar sobre abandono paterno de uma forma honesta. Isso abriu o mundo para mim”, conta.
Também por causa do site, Paulo acabou par­ti­ci­pan­do de uma roda de conversa sobre masculinidades tóxicas. Comportamentos machistas, violências, omis­sões, opressões, medos: tudo foi discutido e o fez cho­rar como criança. Em outubro do ano passado, ele quis começar suas próprias rodas. “Queria que outros homens pudessem ter contato com sentimentos muito profundos assim como tive. Falar com eles sobre o que havia acontecido comigo foi meu remédio. Ouvi-los falar de suas dores é a continuação de meu tratamento”, diz. Atualmente, em Belo Horizonte, ele divide seu tempo entre as rodas, o emprego e a paternidade – sua prioridade “indisputável”. “A relação que tenho com meus filhos é a melhor que poderia ter. Todo o processo pelo qual passei foi fundamental para aprender a ser presente e feliz por isso.”  
O abandono paterno já é tema costumeiro de disputas judiciais nos tribunais brasileiros. Em 2015, um juiz de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, condenou um pai a indenizar em R$ 100 mil o filho por danos morais. O menino relatou ter sido tratado com frieza durante toda a vida e que a ausência da figura paterna lhe havia causado sofrimento. Essa é uma das muitas decisões judiciais sobre abandono afetivo. “O tema, porém, não é regulamentado por nenhuma lei no Brasil e não tem consenso no meio jurídico, o que justifica decisões tão diversas acerca de um mesmo assunto”, esclarece a advogada especialista em direito de família Julia Drummond. Julia ainda diz que os amparos legais que temos encontram respaldo na Constituição Federal, no Código Civil e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Usamos esses tratados para defendermos as responsabilidades no âmbito das relações familiares.”

A HERANÇA NÃO É FATÍDICA

Segundo Ana Olmos, psicoterapeuta especialista em crianças, adolescentes e famílias, não é regra que o abandono de um pai signifique o infortúnio de um filho. “É verdade que a função paterna, assim como a materna, é fundamental para o desenvolvimento de uma criança. Mas é verdade também que ela não precisa obrigatoriamente ser exercida pelo pai. Outros personagens, familiares, amigos, um parceiro ou até parceira da mãe, por exemplo, conseguem fazer isso”, afirma ela, que continua, “função paterna pressupõe muito mais do que a simples presença masculina na criação. É sobre colocar limites, intermediar a relação mãe e filho, ser ponte entre o mundo interno e a realidade externa da criança.”

A propósito, a psicoterapeuta garante que nem mesmo os homens rejeitados pelo pais na infância – como os ouvidos nesta reportagem – teriam maiores chances de repetir o abandono. “Há sempre esperança para mães e filhos deixados, e ela não precisa estar no retorno do pai. É possível construir a vida com saúde e afeto sem contar com o arrependimento de uma figura paterna que decidiu partir”, completa.   

Wagner ressignificou a ausência paterna ao se tornar obstetra e pai (Foto: Lorena Dini e Julia Lego)

 

Enquanto Alexandre e Paulo orquestraram uma espécie de “tratamento” a partir de trabalhos autorais, o médico Wagner Hernandez lidou com a ausência do pai sem sequer planejar. É que de todas as faltas que um pai pode fazer a um filho, apenas uma o marcou profundamente: a que se dava no dia dos pais na escola primária. “Se houve um momento em que não ter um pai foi irreparável, esse foi o meu. Isso de ter que escrever cartinha de presente e eu não ter o destinatário como tinham meus amiguinhos, mexia comigo, mesmo que por algumas horas”, lembra ele, que garante, “em nenhuma outra situação foi um problema.”

Wagner, que hoje tem 40 anos, nasceu, cresceu e tocou a vida com louvor, tendo na mãe, e na comunidade que a cercava – os avós maternos e dois tios homens, irmãos de sua mãe –, os amparos e os limites que precisava. Nunca chegou a conhecer o pai. Nunca quis sequer procurá-lo. Não por carência, nem por história, nem por curiosidade, nem mesmo para ter o nome do genitor em seus documentos. Em sua certidão de nascimento e no R.G., por exemplo, consta apenas o nome de Ângela, a mãe. Quando lhe perguntam sobre seu pai, Wagner costuma responder que tudo o que sabe é que ele foi um amigo com quem a mãe teve um caso de uma noite apenas e que, quando procurado, recusou-se veemente a assumir a gravidez de Ângela. O obstetra também tem a informação de que o pai morreu há alguns anos. 

A vida, ele diz, o levou para a faculdade de medicina, e depois para a obstetrícia e para a ginecologia, áreas em que acabou se especializando. Já são 17 anos de profissão e mais de 3 mil partos realizados. Ele também se apaixonou, casou e teve com a esposa, Luciana, um filho, agora com 7 anos. O combo profissão e paternidade trouxeram, em “doses homeopáticas e sutis”, uma nova consciência sobre sua própria história, inspirada pelas trajetórias das gestantes solos e, muitas vezes solitárias, que acompanhou.

Wagner entendeu, inclusive, os encargos com os quais a mãe teve de arcar durante sua criação. “Ela abriu mão de novos relacionamentos por ser mãe solteira. Naquele tempo, a sociedade não perdoava mulheres com esse perfil. Sei ainda que dedicou tempo, dinheiro e energia comigo, e que por isso precisou renunciar a vaidades e prazeres. Se cheguei bem até aqui, o feito é dela.”

Assistente de fotografia: Fábio Xavier; Agradecimento: Centro de Referência da Juventude

Parada obrigatória: o canto onde a chef Andressa Cabral repõe as energias


Andressa Cabral (Foto: Ivo Gonzalez)

 

1. Cabeça
“Sou rainha do bloco de carnaval Põe na Quentinha, do Rio. É a minha coroa deste ano”

2. Cadeira
“A primeira versão dela, que rasgou, tinha sido encapada pelo [artista plástico] Felipe Morozini. Troquei o tecido, mas mantive o estilo tropical”

3. Estante
“Eu mesma desenhei para guardar livros, bebidas e objetos. Misturei canos e madeira, um estilo urban rustic”

4. Vitrola
“Comprei em Nova York e fui para o Empire State ver o pôr do sol. Foi a maior confusão para subir com ela”

5. Panteão Hindu
“Garimpei entre 13 cidades que visitei na Índia, em 2018. A viagem mudou meu jeito de cozinhar”

6. Oscar
“Minha filha, Valentina, de 9 anos, trouxe de uma viagem para a Disney. É de melhor mãe do mundo”

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10 tendências de moda para apostar na primavera / verão 2020

Alô, inverno? Você foi ótimo, mas pode ir embora! Conforme os dias friorentos vão passando, já começamos a pensar nos lookinhos das próximas estações.

Algumas tendências permanecem intactas (oi, mom jeans!), enquanto outras fazem um retorno triunfal lá de décadas passadas (alguém disse calça corsário?). Mas não é só de come backs que vive a Primavera Verão 2019, tem peças novinhas e divertidas já bombando entre as fashionistas gringas. Vem ver!

CALÇA CORSÁRIO
Whaaat? Sim! Aquela calça justa que termina logo abaixo do joelho (e que você achou que nunca, nunquinha, jamais iria vestir uma novamente) está desfilando por aí no corpo de influencers babadeiras – estamos falando de Kim Kardashian e Emily Ratajkowski…

Kim Kardashian (Foto: Getty Images )

COLETE
Curinga oficial da meia-estação. A peça esquenta na medida e dá aquele up fashionista no look.

Colete (Foto: Getty Images)

MOM JEANS
Difícil você já não ter um par no armário. Os jeans mais versáteis que têm continuam no topo da wish list das it-girls.

Mom jeans é a nova calça skinny! (Foto: IMax Tree)

MEIA-CALÇA COLORIDA
Depois das tiaras, Blair Waldorf também emplacou mais uma tendência em 2019: A meia-calça colorida. Divertida e fashionista na medida. Ah! Fica uma fofura com sandálias.

Meia-calça colorida (Foto: Pedro Busher)

RASTEIRINHA DE CORDA
Tem uma rasteirinha que já não sai do pé das influencers gringas. O modelo preto de cordas foi eleito o favorito disparado. E não é por menos! Vai com tuuudo. Aquele minimalismo chique, sabe?

Rasteirinha preta (Foto: Getty Images)

GENDERLESS
Roubar roupa do boy está permitido? Opa, se está! A temporada de moda masculina foi um prato cheeeio de tendências maravilhosas e superadaptáveis a um armário feminino.

Semana de Moda Masculina Primavera Verão 2020 (Foto: iMaxTree)

CHINELO UGG
Prepare-se para a trend mais fofucha da temporada. A UGG – que acaba de desembarcar no Brasil – está bombando entre as irmãs Hadid e outras famosas com a sua papete de pelúcia.

Ugg Fuzz (Foto: Reprodução Instagra)

ACESSÓRIO DE MIÇANGAS
Lembra das bijus que você mesma fazia quando criança? Pois uma versão bem parecida com essas suas artes está no maior hype entre as influencers.

Roxanne Assoulin (Foto: Reprodução Instagram)

CHINELO DE DEDO
Ai que tendência perfeita! As nossas amadas Havaianas invadiram o street style gringo e agora vão da praia até os desfiles de alta-costura. Quem diria que os chinelinhos seriam tão chiques!

Havaianas (Foto:  Reprodução Instagram)

CINTURA BAIXA
Depois de uns bons anos aderindo à citnura alta, as calças que deixam o umbigo à mostra voltaram. Será que cola?

Calça de cintura baixa (Foto: Getty Images)

Full lace: conheça a peruca usada por Marina Ruy Barbosa para ficar loira

Já pensou em mudar o corte de cabelo e até mesmo a cor sem precisar de tesouras e químicas? Não, não é milagre! Tudo isso é possível com o lace wig, ou peruca lace, acessório que faz as cabeças da família Kardashian-Jenner, Katy Perry, Bella Hadid e, por aqui, de Ludmilla, Bruna Marquezine e, mais recentemente, Marina Ruy Barbosa. No mês passado, a atriz surgiu com os cabelos platinados para uma campanha – e as novas madeixas fizeram tanto, mas tanto sucesso, que seu nome cresceu 800% nas buscas do Google Brasil. Poderosa, né?!

marina ruy barbosa (Foto: reprodução instagram)
O que é

Mas, afinal, o que é esse tal de lace? “É uma peruca feita com fios naturais ou fibras sintéticas costurados manualmente um a um sobre um tule. Ela é colada na cabeça e dura de sete dias a um mês“, explica o hairstylist Rodrigo Sintra. É exatamente esse acabamento que simula o nascimento do cabelo da raiz e deixa a aparência do lace hiper natural.

marina ruy barbosa (Foto: reprodução instagram)
Tipos

Há dois tipos no mercado: o lace front com a tela na parte da frente (a parte de trás costurada como uma peruca normal) e o full lace que cobre toda a base do couro cabeludo. Ela é mais cara e pode custar mais que R$ 10 mil. Bemmm salgado! Os modelos usados por Kim, por exemplo, não saem por menos de US$ 700 (cerca de R$ 2.400) .

Kim Kardashian (Foto: Jack / BACKGRID)
A peruca da Marina

Henrique Martins, top beauty artist responsável pela transformação de Marina, escolheu um full lace customizada especialmente para a atriz. Feita a partir de cabelo humano, ela é da marca Rocker Perucas, comandada pela drag queen Halessia — a cantora Pabllo Vittar também é cliente fiel. Os fios eram super compridos estilo rapunzel, mas ganhou um corte long bob chique.

Marina Ruy Barbosa (Foto: Reprodução Instagram)
Pabllo Vittar (Foto: Instagram/Reprodução)

Quais são os maiores povos indígenas do Brasil?

Sabia que no Brasil há cerca de 900 mil índios, que estão divididos em 305 etnias pelo menos 274 idiomas? Esses dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados em 2016, mostram que nosso país é um dos que tem maior diversidade sociocultural do mundo. Para ter uma ideia, em comparação, em todo continente europeu existem 140 línguas nativas – quase metade do que encontramos por aqui. Ainda assim, em pleno 2019, continuamos lendo notícias sobre invasão de terras, conflitos históricos entre índios e garimpeiros, violação de direitos humanos e ameaças de líderes indígenas. 

Quais são os maiores povos indígenas do Brasil? (Foto: Getty Images)

 

E nesta sexta-feira, 9 de agosto, em que é comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas, decidimos celebrar a diversidade e compartilhar quem são os maiores povos que vivem em território nacional. Eles estão nos quatro cantos do país, mas é a região Norte que abriga a maior parcela de índios brasileiros, com 37,4%. Em segundo lugar está a região Nordeste, com 25,5%, seguida de Centro-Oeste (16%), Sudeste (12%) e Sul (9,2%).

De acordo com dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), os cinco povos mais numerosos do país são guaranis, ticuna, caingangue, macuxi e terena. Saiba mais sobre eles.

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GUARANIS
O povo guarani vive no Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Em território nacional, formam o povo indígena mais populoso e dividem-se entre caiová, ñandeva e mbya. Os três grupos têm costumes parecidos, já que a liderança espiritual é exercida pelo tamoi (avô), mas possuem idiomas e culturas diferentes, como no caso da aceitação da poligamia.

TICUNA
Como são adeptos da pesca e caça, a maioria das aldeias está localizada perto do rio Solimões. A família se divide em dois grupos: um com nome de aves e outro com nomes de plantas e animais terrestres. Assim, os casais são formados sempre com um representante de cada grupo e a nova família herda os hábitos do homem. Além do Brasil, vivem no Peru e Colômbia.

CAINGANGUE
Assim como os ticunas, os caiangues também são divididos em duas metades. E toda comunidade tem uma autoridade, o cacique, eleito de forma democratica pelos homens com mais de 15 anos. É ele quem toma as decisões políticas da tribo e, por isso mesmo, normalmente escolhe um vice-cacique do grupo oposto, o que facilita a tomada de decisão e aceitação política. Nesse caso, diferentemente dos ticunas, o casal e a nova família vai morar com o pai da noiva.

MACUXI
Vivem de pesca, caça, criação de gados, garimpo de ouro, além de coleta de madeira e argila. Como os macuxis moram em regiões com longos períodos de seca e chuva, costumam trabalhar e estocar alimento nos períodos de estiagem e viver de alimentos armazenados durante a seca.

TERENA
Diferentemente do que acontece com os caingangues, as novas famílias de terenas vão morar com o pai do noivo. Esse povo teve um crescimento muito rápido, o que o tornou mais urbanizado. Isso porque o excesso de gente nas aldeias fez com que os índios procurassem empregos na cidade, como no comércio de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Candice Swanepoel retorna como rosto da nova campanha da Animale

Fashion news: Candice Swanepoel retorna como rosto da nova campanha da Animale. A top sul-africana posou de maneira intensa, poética e cheia de confiança para a coleção de verão 2020 da marca carioca. O ponto de partida das peças foi a arte, o surrealismo e os pontos e contrapontos de toda a Espanha, passando por cidades como Barcelona e Madri.

Candice  (Foto: Divulgação)

 

Em entrevista exclusiva à Glamour Brasil, Candice conta um pouco de sua relação com a moda e ser mulher nos dias de hoje.

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Candice Swanepoel ilustra a nova campanha de verão da Animale (Foto: Divulgação)

 

Quais são as peças essenciais no seu guarda-roupa? 

Minhas peças essenciais são jeans de cores variadas (preto, branco e azul), camiseta básica branca, um vestido preto para a noite, salto clássico e tênis. Também gosto de joias diferentes, para deixar os looks mais personalizados.

Candice Swanepoel ilustra a nova campanha de verão da Animale (Foto: Divulgação)

 

Quem são suas maiores inspirações no momento de se vestir? 

Eu sempre me inspiro nos anos 90, muito jeans e alguns exageiros divertidos, e na estética vintage.

Candice Swanepoel ilustra a nova campanha de verão da Animale (Foto: Divulgação)

 

Se você pudesse escolher apenas uma peça de roupa para usar todos os dias, qual seria? 

Cangas! Dá para amarrá-las de jeitos diferentes, usar quando faz sol e o maior calor, mas também no frio com meia-calça e tricôs. Uma canga pode virar uma saia, um top, vestido… São muitas possibilidades! É bem versátil.

Quais foram as maiores lições de vida que você aprendeu em toda a sua carreira como modelo?

As lições básicas que toda modelo provavelmente deve aprender com a carreira: tratar a todos com respeito e igualdade.

O que significa ser mulher para você?

Ser mulher é muito maravilhoso. Ser mulher é ser forte e, ao mesmo tempo, delicada. Representamos o carinho e o amor no mundo. Irmã, mãe, filha, esposa, avó… Para ser tudo isso é preciso um carinho especial que só nós temos. Mulher gera vida! É algo mágico. Quando eu estava grávida, me sentia ainda mais conectada ao universo.

A Youcom lança coleção exclusiva com Os Simpsons

A família amarela mais divertida da televisão, Os Simpsons, acaba de ganhar uma coleção exclusiva na Youcom, marca brasileira super jovem e descolex. O desenho que marcou a vida de homens e mulhers do mundo inteiro é estampado em peças como camisas, t-shirts e meias, trazendo todo o mood fun de Springfield para o seu dia-a-dia.

Camisa Bart Simpsons, R$139,90 (Foto: Divulgação)

 

“É muito marcante para a Youcom trazer uma coleção dos Simpsons no ano em que o desenho completa 30 anos de exibição. Sabemos que nosso público cresceu assistindo a série e trazer essas referências nostálgicas e que tem uma ligação afetiva com nossos consumidores é muito especial”, conta Joice Stolnberger, gerente de marketing de Youcom.

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As peças da coleção cápsula da Youcom com Os Simpsons é perfeita para ser usada nos dias quentes de verão! Quer tirar a prova do que estamos falando? Vem dar uma olhada:

Camisa Bart Simpsons, R$139,90 (Foto: Divulgação)

 

 

Camiseta Duff Amarela R$59,90 (Foto: Divulgação)

 

 

Camiseta Duff, R$59,90 (Foto: Divulgação)

 

 

Meia Os Simpsons (Foto: Divulgação)

 

E quem avisa amiga é: as peças prometem esgotar rapidinho! A coleção está disponível nas principais lojas da Youcom em São Paulo, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no e-commerce da marca. 

Celine Dion revela ter depósito só para guardar seus mais de 10 mil pares de sapatos

Que Celine Dion é musa, já sabemos. Agora, ter um depósito específico para guardar seus sapatos extrapola os limites da maravilhosidade, né? Pois bem, durante uma entrevista no programa Carpool Karaoke, a cantora revelou ter esse “espacinho” especial para guadar seus pisantes. 

Celine Dion (Foto: Getty Images )
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Ah, um detalhe importante: a cantora ainda revelou que possui cerca de 10 mil pares de sapatos guardados nesse espaço, localizado em Las Vegas.

“Não posso me desfazer deles pois cada item me trouxe até onde estou hoje. Eles são parte do meu caminho, e sou muito apegada a eles. Você pode chamar isso de loucura, tudo bem. Eu guardo tudo, por isso toda vez preciso de um lugar cada vez maior”, disse Celine ao WWD.

Quer mais? Além do depósito dos sonhos, a cantora instalou uma espécie de closet digital em sua casa na Florida (quem lembra do closet de Cher, em As Patricinhas de Beverly Hills?). “É só eu apertar alguns botões e a peça aparece na minha frente!”, conta.  Queremos jáaaaaaa!

Assista ao video aqui: